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Famílias comprometem 29% da renda com dívidas e pressão do crédito cresce
Por Administrador
Publicado em 25/04/2026 09:27
Novidades

As famílias brasileiras estão destinando, em média, 29,3% da renda para o pagamento de dívidas, segundo dados do Banco Central. Ao mesmo tempo, um novo indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o desconforto com o crédito atingiu o maior nível em 12 anos, refletindo o avanço do superendividamento no país.

O aumento da fatia da renda usada para quitar empréstimos e financiamentos indica uma pressão crescente no orçamento das famílias. Juros elevados e crédito mais caro têm reduzido a capacidade de consumo e dificultado a organização financeira.

Na prática, isso significa que sobra menos dinheiro para despesas básicas e imprevistos, o que pode levar ao atraso de contas e à inadimplência.

Para medir esse cenário, a FGV criou o Indicador de Desconforto de Crédito (IDC), que leva em conta três fatores: renda comprometida com dívidas; taxa de inadimplência; e qualidade do crédito disponível.

O índice vai de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, pior a situação. Atualmente, o IDC chegou a 0,94, o maior nível desde o início da série histórica, em 2014.

Por que o crédito está mais caro no Brasil?

Segundo especialistas, o mercado de crédito no país tem se tornado mais agressivo e oneroso para o consumidor.

De acordo com o economista Lauro Gonzalez, da FGV, a oferta de crédito muitas vezes vem acompanhada de juros elevados e condições difíceis de renegociação, o que contribui para o superendividamento.

A realidade é sentida por milhões de brasileiros. A empreendedora Juliana Paprocki de Castilhos, por exemplo, acumulou cerca de R$ 50 mil em dívidas após dificuldades financeiras e agora tenta renegociar os valores com bancos.

Ela relata que o acesso ao crédito é fácil no início, mas as condições mudam quando o consumidor tenta reorganizar as contas.

Além do custo mais alto, a percepção entre consumidores é de que está mais difícil obter crédito em condições acessíveis.

Isso cria um ciclo: o consumidor se endivida com juros altos e encontra barreiras para renegociar, o que aumenta ainda mais o peso das dívidas no orçamento.

Fonte: Cidade Verde

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