O instituto Imazon, em parceria com organizações sociais, divulgou nesta quarta-feira (20), os resultados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, revelando as condições socioambientais de todos os 5.570 municípios do país.
No levantamento deste ano, o estado do Piauí alcançou uma pontuação geral de 60,48, ficando em18º lugar entre as unidades federativas, enquanto a capital, Teresina, obteve a nota 66,02, garantindo a 16ª posição no ranking das capitais brasileiras.
O relatório do IPS Brasil 2026, que utiliza fontes públicas de informação para mapear se a riqueza gerada nos territórios se traduz em bem-estar real para a população, representa a terceira edição do indicador anual, sucedendo as pesquisas publicadas em 2024 e 2025.
A média nacional de qualidade de vida ficou estabelecida em 63,40 pontos, demonstrando um crescimento gradual quando comparada aos índices de 63,05 em 2025 e de 62,85 em 2024. Apesar da evolução nos indicadores gerais, os pesquisadores apontam que as desigualdades entre as regiões brasileiras permanecem consolidadas.
O mapeamento técnico indica que 18 das 20 cidades mais bem posicionadas estão localizadas no Sul e Sudeste, ao mesmo tempo em que 19 das 20 menores notas pertencem a municípios do Norte e Nordeste.
Desempenho do Piauí
Na dimensão Oportunidades, que afere as condições estruturais para o crescimento individual e a inclusão social, a média nacional atingiu 46,82 pontos. O Piauí integrou o grupo de 13 unidades federativas que superaram essa média nacional, ao lado de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Por outro lado, o estado também registrou um destaque negativo na categoria de municípios muito pequenos, com até 5 mil habitantes, onde a cidade piauiense de Morro Cabeça no Tempo, no extremo Sul do estado, figurou como o 6º pior desempenho do país, com nota 50,27.
O componente focado no Acesso à Educação Superior registrou uma média nacional de 45,97 pontos, evidenciando uma concentração de melhores desempenhos nas cidades do Sudeste e maiores déficits nas regiões Norte e Nordeste.
Nesta categoria específica, Teresina registrou uma performance qualificada como alta, com pontuação situada na faixa entre 62,51 e 77,68. Esse resultado posiciona a capital piauiense acima das médias regionais para o ensino de terceiro grau.
No setor de Saúde e Bem-estar, que analisa as condições fornecidas para uma vida saudável, a média do país fechou em 57,96 pontos. Os melhores resultados foram identificados em Minas Gerais e em áreas específicas do Pará e Amazonas, enquanto as notas mais baixas se concentraram no Sul e em parte do Nordeste.
Na avaliação dessa categoria, Teresina obteve uma pontuação fixada entre 57,53 e 60,54, situando-se na quarta maior categoria das nove existentes na classificação do índice.
No cenário geral das capitais federais, Curitiba (PR) lidera o ranking nacional com uma nota de 71,29, seguida por Brasília (DF) com 70,73 e São Paulo (SP) com 70,64, enquanto Porto Velho (RO) ocupa a última posição com 58,59. No ranking geral dos estados, o Distrito Federal permaneceu na liderança com 70,73, seguido por São Paulo e Santa Catarina.
As posições inferiores do índice nacional de unidades federativas foram ocupadas pelas administrações estaduais do Acre com 58,03, Maranhão com 57,59 e Pará com 55,80.
O cálculo final do IPS é estruturado a partir de 57 indicadores sociais e ambientais extraídos de bancos de dados oficiais, como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. A pontuação geral varia em uma escala de 0 a 100, agregando três dimensões fundamentais denominadas Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades, que se dividem em 12 componentes específicos de análise.
Fonte: Portal o Dia